sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Fogo!




Precipita teu desejo e teu ardor.

Desesperadamente fugaz.
Enlouquecidamente mordaz.
Voluptuosamente incitante.

Regorjita teu gracejo e teu torpor.

Prepara tua boca e me traz.
Me faz pedir, querer sempre mais.
Me inunda com tua tez excitante.

E me mostra as delícias do querer.
Fazendo fremitar meu prazer.
Levando-me ao delírio num toque.

Enfureça minha vontade de viver.
Provoca-me a gozar, renascer.
Me arriscar, sem medo do choque.

Rasga minha roupa com os dentes.
Me põe na cama.
Chama-me por nomes indecentes.
Diz que me ama.
Esfrega esse seu queixo em minha nuca.
Use as amarras.
Controla essa minha vontade maluca.
Prender, sem garras.

Me faz sentir seu corpo rente ao meu.
Num baque surdo.
Prazer suplanta a dor, entre os limites
do absurdo.
E já não quero mais saber se é belo
ou se é profano.
Quero é arder no mais gostoso inferno,
que é ser mundano.

Me deixo incendiar-me de você, e me sinto pleno, então.







2 comentários:

  1. Que maturidade literária!

    É a melhor poesia que eu já li e o melhor texto de caráter gay que eu já li! Absurdamente caliente, criativo e bem construído! Por incrível que pareça, o texto consegue ser melhor que a imagem! Não é todo dia que se vê um texto tão bem escrito.

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  2. HUM... TAH NEH...
    EU REALMENTE TAVA COM FOGO NESSE DIA...
    E O QUE A CARÊNCIA AFETIVA NÃO FAZ? KKK

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