A tempos Samuel vive a mesma rotina, aos domingos.
Acorda às nove da manhã, nos dias de sol escaldante,
chama mulher e filhos, e segue junto com eles
até a praia de pipa.
Meia hora mais tarde, Samuel já podia observar
a água salgada invadindo a praia semi-virgem,
os primeiros sinais de companhia humana arrastando-se,
e estendendo suas toalhas carcumidas, a alguns metros do quiosque.
Ha! O quiosque!
O quiosque que alimentava o seu sonhar!
Atrás do balcão de madeira,
ocupado com as águas-de-coco e os camarões,
estava ele.
A força que alimentava o desejo proibido de Samuel.
Leopoldo.
Enquanto o domingo arrolava,
as crianças se debatendo, numa disputa de castelos de areia,
a esposa, nervosa, ao notar que esqueceu o protetor,
Samuel se deleitava, com a imagem perfeita de Léo.
Sem saber até quando mais sua volúpia conseguiria
não interferir em suas ações





