sábado, 18 de fevereiro de 2012

E volta o cão arrependido...!




Essa vida é realmente uma palhaçada.

Uma palhaçada sem tamanho.

Você sai pra curtir seu carnaval,

e de repente depara com um louco, homofóbico,

sedento por carnificina, bem a espreita.

Mais próximo do que você jamais imaginaria.

Quando um boy chega em você, aceita os seus sinais,

conversa, demonstra simpatia, interesse,

marca um encontro pra mais tarde...

...é normal que você espere, não é?

Quando esse boy até te pergunta se você mora sozinho,

se é discreto (ai, que preguiça que eu tenho dessa pergunta),

deixa tudo ok, e pede pra esperar pelo local e o aceno...

...o que fazemos, a não ser esperar?

Quando o boy interessa, é simpático, gente fina...

Esperamos...

E aí aparece um amigo babaca que acha graça de tudo, constrange os dois, e causa confusão.

Genial! Viva o mundo hétero.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Fantasia




A chuva castigava feito açoite suas costas nuas.

Seus ombros largos.

Mas seu corpo contraído, pelo frio não me dava pena.

Apenas aguçava meu desejo.

Seu peito nu, e molhado.

Suas pernas encharcadas de lama.

O cabelo grudado nas têmporas.

Deus!

Se você pegasse uma constipação, tudo bem.

Desde que permanecesse ali, para o meu eterno deleite.

Mas meu instinto sádico foi refreado, e lhe mandei entrar.

Com uma toalha, me pus a tocar seu corpo.

Com a desculpa de secá-lo logo e lhe poupar de um resfriado.

Se bem que, a mim, muito mais aprazível seria

sorver cada gota com minha língua.

Resvalar meus lábios em sua pele macia.

E aquecê-la, com meu abraço.

Puro frisson!

Entretanto, fui despertado de meus devaneios,

quando toquei seu sexo, viril.

Você se assustou, fechou a cara e bateu com a a porta.

Não sem antes me lançar um olhar curioso, de soslaio.

Amar entre primos é permitido?

Desertar




E quando você vem pra mim,
com sua face escarlate.
Não consigo enxergar outra cor
que não a cor-de-rosas.
As lembranças turvadas do ardor
voltam, em disparate.
E relembro teu jeito de amar,
tuas armas tão vis e ardilosas.

Perco-me, quando me olhas assim.
Com esse misto de desejo e sofreguidão.
E eu não quero nada mais, então, do que
deixar-me hipnotizar, resoluto.

E depois, a ordem avassaladora em que
tudo se desenrola.
A ânsia do toque.
O torpor da lascívia .
Os espasmos convulsivos da total entrega.

Nesse momento, revivemos uma nesga da felicidade de outrora.
De tempos nos quais gozávamos, sem compromisso e sem culpa.
Eu desisto! Hoje sei que isso passou de apenas paixão.

E é quando você sai de mim,
com sua face escarlate.
Só consigo pensar na saudade,
até que você volte.
E o que sinto, tão forte, em meu ser,
causa em mim disparate.
Pega então minha mão e me leva.
E que nunca mais solte.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Causa Mortis



Palavra morta.
É quando me vem a inspiração
E não disponho de papel e caneta.
Nem notebook.
Nem mesmo de um telefone celular.
Pra metamorfosear meu pensamento
Em palavra viva.
Sei que dela me voltará um certo lampejo.
Mas nunca, na forma de outrora.
Palavra que só teve vida idealizada.
Que morreu sem nem direito de fazer-se lida.
De fazer-se mil, em meio às múltiplas visões
E interpretações que se podem construir
Por aqueles que amam a criação literária.
Que não mais me venha à mente, se eu não tiver como pari-la.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Orando pra mim mesmo




Aprende a suportar a dor.

Aguenta o flagelo.

Lida com a perda.

E torna-te forte.

Quando muitos não mais

Acreditarem em ti.

Prova a ti mesmo o quão grande és.

Quão grande é a força que inunda teu peito.

Que te alavanca até as mais improváveis sortes.

Torna –te capaz de rir.

Sem a obrigatoriedade da anedota.

Faz da vida uma delícia desafiadora,

Que por fim te trará bons humores.

Cativa-te, a ti mesmo.

Que por fim, todos o sentirão cativo.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Cócega



É uma pena que você seja The one that got away.

Quando te via, meu coração soltava Fireworks de tanta alegria.

Só de lembrar daquela Last Friday night, onde quase beijei o seu Peacock, meu deus!

Me arrependo amargamente de ter Kissed a girl um dia!

Esteja Hot n’ cold, Ur so gay!

E eu gosto tanto disso!

Nem mesmo a aparição de um E.T. me surpreenderia mais.

Todas as California gurls ficam no chinelo, quando me lembro de vc.

Te amo!

E viva a Katy Perry!

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

E deixo que o passado entre









O chão rachado e avermelhado daquele quintal.
A escada, antes da rampa.
A delícia que é a nostalgia.

O quartinho de quinquilharias.
O pé de jabuticabas.
O medo das cobras-cipó.

Infância.
No quintal de minha avó.

O terror dos pivetes na praça.
Eu era realmente um cagão.
Mas gostava disso.
E isso traduz muito do que sou hoje.
(risos)

Jogar garrafas vazias no telhado da casa.
Pra depois velas cair, em estardalhaço.
Libertador!

Brincar de carimbos na casinha da madrinha,
que a nós, era um mundo!
Que vastidão!

A proximidade inexplicável com meu primo
cinco anos mais novo.
E hoje temos mais similaridades do que pensei.

Brincar de dar susto.
Os risos.
As brigas.
A delícia do desculpar.

Por que foi que não nasci Peter Pan?